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A transcendência da palavra e a comunicação
oral.
A oralidade é uma faculdade intrínseca e predominante
nas relações humanas, é entre os sentidos
o que se manifesta em primeiro lugar, ainda no ventre materno
e em muitos casos o último, nos derradeiros instantes
de vida.
Ela produz o que poderíamos definir como "imagem
sonora", criada pela nossa imaginação
a partir da emissão de sons intelegíveis,
sejam ao ouvirmos uma mensagem narrada ou musicada, nos
remete há um referencial de tempo, modo, espaço
e ambiente, que faz parte do repertório de nossa
memória acústica na forma de sentimentos armazenados
durante nossa vida.
O poder da palavra declarada é geradora de realidades.
Tudo o que dizemos causa mudanças positivas ou negativa,
por isso respondemos pelas nossas afirmações
ou negações.
A Bíblia nos revela que Deus criou o visível
e o que não podemos ver fisicamente através
do verbo e também afirma o seu caráter eterno,
quando diz: "Os céus e a terra passaram, mas
as minhas palavras permanecerão para sempre".
Por isso, a comunicação oral deve ser tratada
com a consideração devida, a responsabilidade
que cada um de nós está além do nosso
cotidiano, nos ultrapassa, transcende a nossa própria
condição humana e profissional.
Neste contexto os meios de comunicação transmissores
da palavra, devem merecer uma avaliação mais
aprofundada e criteriosa, como é o caso do rádio,
o mais abrangente veículos de comunicação
inventado pelo homem, a televisão que a despeito
do recurso da imagem, tem na oralidade um instrumento intrínseco
e de igual peso e agora mais recentemente o podcast que
está carregado de expectativa e perspectiva como
transmissor de mensagens faladas.
Muitas das características do podcast são
heranças do rádio, outros vem adicionar novos
recursos e modos de utilização, entre as quais
a segmentação e fidelização
do ouvinte pela própria natureza deste mídia,
somadas ainda, a mobilidade e ocasionalidade, permitindo
ao ouvinte escolher aonde, como e quando quer ouvir determinada
programação radiofônica, além
da multifuncionalidade, fazer tudo isto enquanto executa
outras atividade e a interatividade possível e desejável
entre o podcasters e o ouvinte.
Criado em fevereiro de 2004 pelo norte-americano Adam Curry,
o podcast está crescimento muito rapidamente, seduzindo
as maiores corporações do planeta e as celebridades
de todo o mundo, o que nos permite projetar a consolidação
deste mídia num futuro mais próximo do que
se poderia imaginar, capaz de modificar o perfil encontrado
hoje entre os ouvintes de rádio, dadas condições
tecnológicos que possui, entretanto, sem que esta
realidade venha a prejudicar outra ja consagrada, mas agregar
ainda mais benefícios para ambas as mídias,
assim como está sendo significativamente bem sucedido
o casamento o rádio com a internet.
Jorge Cury
Diretor Executivo
Central de Radiojornalismo
Central de Podcast
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