Podcast rasgata o poder da oralidade.

O surgimento do podcast em 2004, criado pelo norte-americano Adam Curry, tem como maior virtude resgatar a io glamour da oralidade, característica predominante nos mais variados perfis de sociedade, invariavelmente atraída pelo poder da imagem que tem seu inquestionável atributo singular ótico, sem superar o consiste poder da comunicação oral, traduzida em linguagem verbal.

A comunicação oral abrange todo um conjunto de elementos representativos da capacidade imaginária do ouvinte, que associada ao universo da memória auditiva, de acordo com seu repertório de vida, guarda com precisão toda mensagem transmitida, adicionada à emoção despertada no momento em que a comunicação é transmida.

Isto acontece quando o emissor enfatiza determinadas expressões de uma narração, seja ao transmitir uma informação, um comentário, uma declaração, ou mesmo através de uma música ou um simples ruído, provocando diferentes sensações e interpretações, sem que o ouvinte possa contestá-la de imediato, dada à rapidez que esta natureza de comunicação é assimilada, atuando tanto no consciente, quando o ouvinte ele está atento à mensagem, como no inconsciente, quando ele está com a atenção apenas parcial.

Analogamente a leitura exige, além de concentração absoluta, necessidade de ser interpretada para ser compreendida ou no caso da imagem, seja ela fixa ou móvel, está graficamente definida e delimitada, comunicando-se sem depender do recurso da imaginação.

Assim, com o aparecimento de novas mídias dedicadas à comunicação oral, como o podcast que tem como característica fundamental a atualização automática e o aviso de recebimento para ouvinte, toda a vez que o podcaster - o produtor de um podcast, também disponibiliza novos conteúdos auditivos - programas radiofonizados através da internet.

Os podcasts são assinados pelos ouvintes interessados no seu conteúdo, inserindo o endereço eletrônico oferecido pelos podcasters, num programa agregador disponibilizados gratuitamente na internet e é a parte dele que o ouvinte recebe automaticamente a atualização dos novos programas que podem ser ouvidos no próprio computador ou num aparelho de tocador de MP3.

Dentro deste contexto tecnológico, o podcast promove o surgimento de novos conceitos de se produzir radiofonizamente, agregados aos já existentes no rádio convencional, tais como: a segmentação intrínseca, o ouvinte é quem escolhe determinado tema, a fidelização como conseqüência opção feita, a mobilidade e a conveniência de poder ouvir onde quiser e quando desejar, além da multifuncionalidade que é poder escutar enquanto fazer outras atividades e a interatividade possível e desejável neste ambiente.


Em função destas características elencadas, surgem oportunidades de explorar o podcast como uma alternativa consistente de usar o potencial da oralidade, como através da produção de conteúdos apropriados a comunicação interna de instituições públicas ou privadas, comunicação corporativa entre empresas do mesmo grupo ou segmento econômico, comunicação institucional expondo adequadamente as atividades e atribuições de determinada instituição, a comunicação educacional que possibilita a produção de conteúdos organizados pedagogicamente, próprios para cursos, aulas, ou mesmo discursos temáticos, a comunicação voltada ao marketing, promocional ou comercial, podendo até ser uma ferramenta de compra e venda.

As possibilidades como se nota são diversas e conforme a criatividade e inventividade de cada um, pode surgir outras ainda não cogitadas.

A Central de Podcast foi criada para atender estas demandas, focadas no interesse e necessidade, tanto dos ouvintes no que se refere aos conteúdos temáticos, como das instituições, independente da sua natureza ou âmbito, com o propósito de usar a força da oralidade para viabilizar de forma eficiente e eficaz a comunicação.

Jorge Cury
Diretor Executivo
Central de Radiojornalismo
Central de Podcast